PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

 

LEI N¼ 4.731 DE 4 DE JANEIRO DE 2008.

 

Estabelece multa para maus-tratos a animais e san�›es administrativas a serem aplicadas a quem os praticar, sejam eles pessoas f’sicas ou jur’dicas, no ‰mbito do Munic’pio do Rio de Janeiro e d‡ outras provid�ncias.

 

           Origem: Projeto de lei n¼ 355-A, de 2005.

           Autor: Vereador Cl‡udio Cavalcanti

           Esta Lei foi sancionada anteriormente com o nœmero 4685, de 2007.

 

           O PRESIDENTE DA CåMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO, nos termos do art. 79, ¤ 7¼, da Lei Org‰nica do Munic’pio do Rio de Janeiro, de 5 de abril de 1990, n‹o exercida a disposi�‹o do ¤ 5¼ do artigo acima, promulga a Lei n¼ 4.731, de 4 de janeiro de 2008, oriunda do Projeto de Lei n¼ 355-A, de 2005, de autoria do Senhor Vereador Cl‡udio Cavalcanti

           Art. 1¼  Fica estabelecida multa para maus-tratos e crueldade contra animais e san�›es administrativas a serem aplicadas a quem as praticar, sejam essas pessoas f’sicas ou jur’dicas, mun’cipes ou estabelecimentos comerciais, industriais ou  laborat—rios.

           Par‡grafo œnico.  Entenda-se por animais todo ser vivo animal n‹o humano, inclusive:

           I – fauna urbana n‹o domiciliada: felinos, caninos, eqŸinos, pombos, p‡ssaros, aves;

           II – animais de produ�‹o ou utilidade: ovinos, bovinos, su’nos ,muares, caprinos. aves;

           III -  animais domesticados e domiciliados, de estima�‹o ou companhia;

           IV –  fauna nativa;

           V -   fauna ex—tica;

           VI -  animais remanescentes de circos;

           VII – grandes e pequenos primatas, anf’bios e rŽpteis;

           VIII – p‡ssaros migrat—rios; e

           IX – animais que componham plantŽis particulares constitu’dos de quaisquer espŽcies e para qualquer finalidade.

           Art. 2¼ Define-se como maus-tratos, e crueldade contra animais a�›es diretas ou indiretas capazes de provocar priva�‹o das necessidades b‡sicas, sofrimento f’sico, medo, stress, angœstia, patologias ou morte.

           ¤ 1¼ Entenda-se por a�›es diretas aquelas que, volitiva e conscientemente, provoquem os estados  descritos no caput, tais como :

           I – abandono em vias pœblicas  ou em resid�ncias fechadas ou inabitadas;

           II – agress›es diretas ou indiretas de qualquer tipo tais como:

           a) espancamento;

           b) lapida�‹o;

           c) uso de instrumentos cortantes;

           d) uso de instrumentos contundentes;

           e) uso de subst‰ncias qu’micas;

           f) fogo;

           g) uso de subst‰ncias escaldantes;

           h) uso de subst‰ncias t—xicas.

           III – priva�‹o de alimento ou de alimenta�‹o adequada ˆ espŽcie;

           IV – confinamento inadequado ˆ espŽcie;

 

           V  - coa�‹o ˆ  realiza�‹o de fun�›es inadequadas ˆ espŽcie ou ao tamanho do animal;

           VI – abuso ou coa�‹o ao trabalho de animais feridos, prenhes, cansados ou doentes;

           VII -  torturas .

           ¤ 2¼ Entenda-se por a�›es indiretas aquelas que provoquem os estados descritos no caput  atravŽs de omiss‹o, omiss‹o de socorro, neglig�ncia, imper’cia, m‡ utiliza�‹o e/ou utiliza�‹o por pessoa n‹o capacitada de instrumentos ou equipamentos.

           Art. 3¼  Maus-tratos e crueldade contra animais ser‹o punidos com multa no valor de R$2.000.00( dois mil reais).

           Par‡grafo œnico.  Havendo reincid�ncia:

           I – sendo o infrator pessoa f’sica, o valor da multa ter‡ seu valor duplicado e o processo ser‡ encaminhado ˆ Procuradoria-Geral do Munic’pio para as provid�ncias criminais cab’veis, ficando  a cargo do Poder Executivo Municipal, atravŽs  da Secretaria Municipal de Governo, a determina�‹o das provid�ncias a serem tomadas posteriormente ˆ aplica�‹o da multa e cab’veis em cada caso; e

           II – sendo o infrator pessoa jur’dica, o valor da multa ser‡ aplicado por cabe�a de animal submetido a maus-tratos e crueldade e proceder-se-‡ a cassa�‹o do alvar‡ do estabelecimento.

           Art. 4¼  A Prefeitura aplicar‡ as san�›es e penalidades de que trata esta Lei, determinando, se necess‡rio, o —rg‹o competente para a fiscaliza�‹o de seu cumprimento.

           Art. 5¼  O disposto nesta Lei  n‹o se aplica ‡s institui�›es de ensino ou de pesquisa e laborat—rios a elas associados, que possuam Comiss‹o ou Conselho de ƒtica permanente limitando a a�‹o dos seus experimentos, segundo normativas internacionais.

           Art. 6¼  O Poder Executivo informar‡ o teor desta Lei a todos os estabelecimentos cadastrados cuja atividade se enquadre nas disposi�›es desta Lei.

           Art. 7¼  Esta Lei entra em vigor na data de sua publica�‹o.

           C‰mara Municipal do Rio de Janeiro, em  4 de janeiro de 2008

 

Vereador ALOISIO FREITAS

Presidente da C‰mara Municipal do Rio de Janeiro

 

           DCM - 07.01.2008 ( P. 06)