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PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE
JANEIRO
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LEI N.¼ 3.350, DE 28
DE dezembro DE 2001.
Disciplina a
circula�‹o de ve’culos de tra�‹o animal no Munic’pio do Rio de Janeiro e d‡
outras provid�ncias.
Autor: Vereador Cl‡udio
Cavalcanti.
O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, fa�o saber que a C‰mara
Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1.¼ Fica disciplinada a circula�‹o de ve’culos de tra�‹o
animal, no ‰mbito do Munic’pio do Rio de Janeiro.
Par‡grafo œnico.
Para os fins desta Lei, s‹o
considerados ve’culos de tra�‹o animal quaisquer meios de transporte de carga
(carro�as e similares) ou de pessoas (charretes e similares).
Art. 2.¼ Fica proibida, a menores de 18 anos, n‹o emancipados,
a condu�‹o de ve’culos de tra�‹o animal.
Art. 3.¼ ƒ vedado conduzir ve’culos de tra�‹o animal sem a
devida habilita�‹o prŽvia.
¤ 1.¼ Fica autorizado o Poder Executivo a disciplinar o
processo de concess‹o de habilita�‹o, mediante vistoria do ve’culo e do animal,
observado o disposto no par‡grafo œnico do art. 10 desta Lei.
¤ 2.¼ A habilita�‹o, que ter‡ validade de doze meses, servir‡
como autoriza�‹o para circula�‹o, sendo um documento renov‡vel a cada ano.
Art. 4.¼ Fica proibida a circula�‹o dos ve’culos de tra�‹o
animal, sem o devido emplacamento.
¤ 1.¼ Fica autorizado o Poder Executivo a disciplinar o
processo de emplacamento.
¤ 2.¼ Os animais dever‹o ser tatuados com o mesmo nœmero da
placa do ve’culo, atŽ o limite de seis animais por ve’culo.
Art. 5.¼ O limite de carga a ser transportada, nele inclu’do o
peso do ve’culo e do condutor, n‹o poder‡ exceder o peso do animal utilizado na
tra�‹o.
Art. 6.¼ Fica estipulada a carga hor‡ria m‡xima de oito horas
di‡rias ou quarenta e oito horas semanais, para circula�‹o dos ve’culos de
tra�‹o animal.
¤ 1.¼ A carga hor‡ria a que se refere o caput deste artigo
dever‡ ser cumprida da seguinte forma: de oito ˆs doze horas e de treze ˆs
dezessete horas.
¤ 2.¼ As carro�as poder‹o circular nos dias œteis e nos
s‡bados, respeitado o hor‡rio estabelecido no par‡grafo anterior, ficando os
domingos para descanso semanal dos animais utilizados no transporte.
¤ 3.¼ As charretes tambŽm poder‹o circular nos domingos e
feriados, respeitado o hor‡rio estabelecido no ¤ 1.¼, desde que assegurado
outro dia da semana para descanso semanal dos animais utilizados no transporte.
Art. 7.¼ O
tr‡fego dos ve’culos de tra�‹o animal dever‡ obedecer ˆ sinaliza�‹o imposta
pelo C—digo de Tr‰nsito Brasileiro, ficando vedada a utiliza�‹o de vias de alta
velocidade, devendo, em qualquer hip—tese, ser utilizada a pista da direita, na
qual a circula�‹o dever‡ ser feita junto ao meio-fio.
Art. 8.¼ Fica proibida a utiliza�‹o de animais doentes ou
feridos, bem como de f�meas prenhes, na tra�‹o dos mencionados ve’culos.
Art. 9.¼ Os animais utilizados na tra�‹o dos ve’culos devem
estar em perfeitas condi�›es de saœde e seguran�a, portando a tatuagem a que se
refere o ¤ 2.¼ do art. 4.¼ desta lei.
¤ 1.¼ As condi�›es de saœde ser‹o aferidas na vistoria anual a
que se refere o art. 10 desta Lei.
¤ 2.¼ Entende-se como medidas adequadas de seguran�a a
utiliza�‹o de ferraduras nas quatro patas dos animais, bem como de todo o equipamento
relativo aos arreios.
Art. 10. Fica autorizado o Poder Executivo, atravŽs de sua
Secretaria Especial de Promo�‹o e Defesa dos Animais, a criar uma Comiss‹o,
integrada por mŽdicos veterin‡rios, que, anualmente, examine e cadastre os
animais, atestando seu estado de saœde.
Par‡grafo œnico. A Comiss‹o emitir‡ laudo pr—prio, no processo
de habilita�‹o a que se refere o ¤ 1.¼ do art. 3.¼ desta Lei, bem como nos
casos mencionados no art. 8.¼
Art. 11. Pelo
descumprimento de qualquer das disposi�›es contidas na presente Lei ser‹o
aplicadas ao infrator as seguintes san�›es, cumulativamente ou n‹o:
I - multa;
II - cancelamento
da habilita�‹o;
III - apreens‹o do ve’culo.
Art. 12. Aplicam-se ˆ matŽria disciplinada pela presente Lei
as disposi�›es pertinentes do C—digo de Tr‰nsito Brasileiro.
Art. 13. O Poder Executivo regulamentar‡ esta Lei, no prazo de
sessenta dias.
Art.
14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publica�‹o.
CESAR MAIA
PREFEITO